Muitos brasileiros chegam na Argentina, e acabam se decepcionando um pouco com a gastronomia local, exceto, aquelas pessoas que já viajaram para vários países e que tem um paladar um pouco mais variado. 

  

Apesar das diferenças, no meu ponto de vista, é uma questão de costume, o fato dos brasileiros chegarem em Buenos Aires, acharem a comida desagradável e comparar com a brasileira, não significa que a gastronomia brasileira seja melhor que a argentina. A prova disso é que vários argentinos quando chegam no Brasil não se adaptam aos nossos costumes gastronômicos. 

 

Eu, mesmo sentindo muita falta das comidas da minha região da Bahia, não podia comparar com as da Argentina porque são totalmente diferentes, desde a sua cultura, seus ingredientes e aos nossos costumes… eu, por exemplo, como feijoada desde pequena, nunca passei mal por comer uma feijoada, mas os argentinos acham uma comida pesada, altamente calórica e acham que vai lhe fazer mal.

 

Mas, a tendência é sempre essa, a comparação e o julgamento pelo que é melhor ou não.

 

No início é difícil sim, os cardápios são sempre os mesmos, as comidas não tem sal e não são condimentadas como no Brasil e acabamos nos sentindo obrigados a aprender a cozinhar, só que ai… buscamos cozinhar pratos típicos da nossa região e nos encontramos com o grande problema de que não encontramos os mesmos produtos nos supermercados argentinos.

Isso parece bobagem, mas conheci alunos que não aceitaram viver sem comer feijão com farinha e voltaram para o Brasil. Apesar de não encontrar alguns ingredientes para a feijoada nos supermercados, existem muitos brasileiros em Buenos Aires que se dedicam a vender produtos típicos e de marcas brasileiras.

 

Só para você entender, vou listar algumas coisas que eu mesma tinha o costume de comprar:

– Farofa pronta ou farinha de mandioca para fazer a farofa.

– Doce de goiaba.

– Biscoitos e salgadinhos como passatempo, bono e fandangos.

– Creme de leite da nestlé- Na Argentina tem creme de leite mas eu e 99% dos brasileiros achamos ralo.

– Azeite de dendê.

– Ingredientes para o feijão como calabresa e carne salgada.

– Suco de uva- não entendo como o país dos vinhos não fabricam suco de uva.

– Feijão carioca ou preto- na Argentina vende, você consegue encontrar nos supermercados coto, por exemplo, mas achava eles duro demais então sempre optava pelos brasileiros. Ah, vale lembrar que panela de pressão é caríssima, então leve a sua.

 

Gente, dava para sobreviver sem isso? Dava, mas eram coisas que me aproximavam mais do meu país e da minha cidade, eu matava a saudade e isso me fazia bem. Isso acontece com todos os brasileiros em Buenos Aires, todos sentem falta de algo.

 

Mas voltando para as comidas argentinas, minha opinião parte de três premissas:

 

Os costumes:

No início você vai sofrer um pouco sim, porque você não está acostumado a comer as mesmas coisas que os argentinos. A comida em Buenos Aires não é de outro mundo não, mas são hábitos alimentares diferentes, vou dar alguns exemplos para facilitar a sua compreensão:

-> Os argentinos não tem um cardápio variado, você chega em um restaurante e é sempre a mesma coisa, milanesa com purê de batata ou com batata frita ou com batata ao forno. 

-> Esquece feijão e farinha, eles não comem e alguns nem sabem o que é. Os acompanhamentos são sempre os mesmos, saladas ou batatas (frita, cozida no purê ou assada).

-> Eles comem pão com tudo. Não falta pão na mesa de um argentino.

-> Todos os sucos que eles vendem serão industrializados, é triste mas eles tomam tang. Para mim, que venho de uma cidade como Salvador onde eu tenho uma ampla variedade de frutas, é difícil chegar em uma cidade onde não tem ou quando tem  custam muito caro.

-> As carnes argentinas são boas, dependendo do lugar onde você vá, mas não esqueça de pedir no ponto que você quer. Eles costumam comer carne quase crua então é legal que você diga como você prefere.

-> As pizzas tem muito queijo e só queijo. No Brasil, temos uma variedade incrível de gostos de pizzas, até doces, mas em Buenos Aires no máximo você vai encontrar quatro opções.

-> Existem algumas coisas que eu não conhecia quando cheguei na Argentina, por exemplo, a morcilla, o pomelo, os chinchulines e o matambre. Talvez algumas pessoas do Sul do Brasil conheça mas eu não conhecia quando cheguei em Buenos Aires.

 

Custos:

Além da questão dos costumes, temos que considerar também os custos de manter os mesmos costumes do Brasil na Argentina. Mesmo que um argentino não tenha o costume de almoçar tomando suco de maracujá, por exemplo, muitos alunos pensam que podem continuar com esse hábito estando na Argentina porque acham que tem maracujá e no mínimo pensa que tem o mesmo custo que no Brasil.

Ai, eles chegam na Argentina e percebem que o custo do maracujá é altíssimo (porque além de ser importado, é uma fruta exótica para os argentinos). A moral da história é que muitos produtos que no Brasil são econômicos, na Argentina não são.

 

Ausência dos produtos brasileiros na Argentina:

E por último, na Argentina não tem as mesmas coisas que no Brasil, então você não vai encontrar muitos produtos e marcas em Buenos Aires, vai ter que buscar uma forma de se adaptar aos produtos e marcas argentinas. Em lugares como o Bairro Chino, é possível encontrar alguns produtos mas pelos custos da importação, acabam sendo muito caros. 

 

 

Leia mais:

-> Como é a vida em Buenos Aires

-> O que fazer em Buenos Aires

-> Custo de vida da Argentina

 

 

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